domingo, 25 de setembro de 2011

untitled

cada uma segue o que acredita,faz o que gosta e ama o que consegue.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

dance for life

Im just a soul
Walking in this world
With no mate, no fate.
Just  a soul
a brazilian one.
Trying to find the pace
Fit the rhythm
Dancing the music of life.
and if I don´t find it until this life ends
I may not be a dancer
or
I may have never belonged to this world.

domingo, 28 de agosto de 2011

Most of the times I dont like hanging out with people Im not used  to.Either their lives seem better than mine, either they sound really stupid  to me.

dias

Há dias em que o futuro parece estar definido.Planejo-o e logo esqueço-o.Relembro ,com pesar, o tal futuro, e a incerteza do indefinido perpassa minha mente. Um misto de temor e alívio se instaura.Temor por não saber nada do incerto e alívio pela mobilidade da vida, que  através  do acaso define nossos rumos diários e  torna o planejar ineficaz, fazendo do viver  uma constante  expectativa, um sonho desvairado.
O sucesso e o fracasso , o ganhar e o perder , assim como o ser ou não ser , o gostar , o amar, o saber , são componentes de nossa rotina diária, resultantes do  sono social ,que prega aos fracos sua autoritária doutrina e causa uma insistente fadiga aos fortes.Estes, por sua vez, são apenas fortes e por isso se tornam  fracos , diante da imensa desvirtuada maioria.
Mas o ditador social, com seu sono profundo , é demasiado sábio.Maqueia seus atos com

a expectativa do sucesso  transformando o  fracassado em um mero  caminhante...

O fracasso acomete os fracos,que, ao invés de procurarem a solução , distribuem culpas , estas, por sua vez, são repartidas entre  os  semelhantes , ao bom Deus ou até mesmo ao pobre diabo.
 Este texto , tolo e sem propósito não será terminado.Há tempos aguarda uma finalização , no mínimo digna, mas por castigo dos deuses ou obra do diabo as palavras não se encaixam e o elo do sentido não se amarra, enfim há dias e dias  ,C´est la vie!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pessoas

Apesar  do meu ceticismo pragmático, ainda ouso acreditar nas pessoas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Feelings

Que sensações são estas que me acometem? E este tempo que me delimita?

                                  Por: Blenno  Gustavo

Cidadão

Sou cidadão do mundo,
Filho do Brasil,
Nascido no planalto central

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Conselhos

Escancara  o que te afliges
abstenha-se dos preceitos alheios,
eles não lhe servirão nessa caminhada.

Despoje esta tênue máscara,
revele a densa faceta que lhe acomete
e cuidas para não assombrares  com o monstro,
já que não sois mais a ingênua criança de outrora.

Embriague-se,
exalte os teus  desejos  mais ocultos,
mantenha-se ébrio,
pois a sobriedade é o fardo carregado pelos   loucos.

Cultivas o bom silêncio,
Silencias as más palavras...

E os bons valores , esqueça-os!
Eles não cabem nas algibeiras do egoísmo e banalidade.
E tampouco fazem parte deste tempo.

                       Por: Blenno  Gustavo

sábado, 11 de junho de 2011

Não procure ser coerente

Não procure ser coerente o tempo todo. Afinal, são Paulo disse que “a sabedoria do mundo é loucura diante de Deus”.
Ser coerente é usar sempre a gravata combinando com a meia. É ser obrigado a ter, amanhã, as mesmas opiniões que tinha hoje. E o movimento do mundo – onde fica?
Desde que você não prejudique ninguém, mude de opinião de vez em quando, e caia em contradição sem se envergonhar disso.
Você tem este direito. Não importa o que os outros pensem – porque eles vão pensar de qualquer maneira.
Por isso, relaxe. Deixe o Universo se movimentar à sua volta, descubra a alegria de ser uma surpresa para você mesmo. “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios”, diz são Paulo.
                                                            Paulo coelho

O estrangeiro

A quem você ama mais, homem enigmático, me diga:
seu pai , sua mãe, sua irmã ou seu irmão ?
-Não tenho pai , nem mãe ,nem irmã, nem irmão.
-Seus amigos?
O senhor está utilizando uma palavra cujo sentido para mim permanece até hoje desconhecido.
-Sua pátria?
Ignoro sob qual latitude está situada.
-A beleza?
-Eu a amaria com prazer , deusa e imortal.
-O ouro?
-Eu o odeio como o senhor odeia a Deus.
Ei! O que você ama então, extraordinário estrangeiro?
-Amo as nuvens ... as nuvens que passam ... lá , lá adiante ... as maravilhosas nuvens!
                                             
                                                                                                  Charles Baudelaire

Seus Olhos

           Há tempos o amor não invadia aquela pacata cidade.O protagonizavam João e Cecília ,  ambos no auge do deleite juvenil , acometidos pelo mais belo dos sentimentos.Ela ,de beleza tímida para sua época , mas agraciada por um  par de olhos  fascinantes e um sorriso que cativava até mesmo o mais sisudo dos céticos . Moça de modos simples , família humilde.Residia à casa número 665 da rua dos Pinheiros, defronte à praça Assis, onde meter-se-ia todas as tardes a caminhar , ora acompanhada, ora só.
           Contava 19 anos, sendo alguns meses destes  dedicados à João, que deixara de ser menino e ainda não se inteirara homem.Nascera 2 anos tardios em relação á sua amada. idealizava-a, planejava  o futuro que ainda não tinham.Era sujeito tímido e seu acanhamento o acompanhava mesmo nas  caminhadas pela praça  Assis,  quando , entrelaçado  pela força comum  aos amantes, deixava-se atrapalhar com os resquícios de meninice que ainda lhe restavam, tropeçando em algumas palavras , lhe faltando outras.Diante de tais fatos ,a alma feminina de Cecília  desabrochava-se em risos. Um misto de vergonha e dúvida tomavam a mente de João,bastando o olhar encantador da moça  para cessar tais  sensações e desguarnecer,pelos deleites do amor juvenil,as entranhas do pobre diabo.
             Um dia , no entanto , o residente da  casa número 667 da rua dos pinheiros tivera de se ausentar,com vontade arrastada, de sua cidade e também de sua amada.Sua mãe quisera ver o filho doutor e o esforço de seu pai permitiu-lhe morar na capital , com o propósito de findar seus estudos.
            Mas  indivíduos simplórios como João não se acostumam à selva de pedra e tampouco a seus habitantes.Em três meses não fizera amigos.Sua rotina alternava-se entre os estudos acadêmicos e a longa estadia em casa. Sua mente , quando esvaída das obrigações diárias  era tomada pela saudade de sua terra e principalmente de sua amada.Muitas foram  as vezes que Cecília invadira os sonhos de João. Ora com desejos puros e belos , como donzela, ora com desejos carnais, como mulher.
.Ao despertar de tais sonhos, o jovem rapaz via-se dominado por uma angústia voraz, que lhe doía o peito e martelava-lhe a alma.Descobrira na escrita um meio de amenizar a angústia diária, sendo desta o  poema  "seus olhos", dedicado a Cecília:                        
Passaram-se mais alguns meses até que o semestre escolar terminasse e João retornasse à sua cidade natal...
Chegou de repente a rua dos pinheiros, numa terça a tarde, invadido pela tranqüilidade que os ares do interior nos proporciona, ansioso para ver Cecília, que àquelas horas encontrava-se a caminhar.
Aproximou-se então à Praça Assis, avistando uma moça e um rapaz, de  demasiado entrosamento para  uma mera amizade...
Alguns passos mais e viera a confirmação: era Cecília!Abraçada a um desconhecido, entrelaçada pela força comum aos amantes...
O jovem desfaleceu, recordou os amargos momentos passados na cidade grande, seus poemas, sua angústia... Não podia ser. Traidora!
O amor transformara-se em ódio e repulsa. Cuidou para que nenhum conhecido o visse, alojou-se numa casa abandonada, que tinha por vizinhas, de ambos os lados,a casa de Cecília e a de seus pais .
Lá pelas tantas da noite escutara passos, conhecia aquele andar, aquela cadência! Era a ingrata, desta vez só. Seu sangue ferveu, o instinto animalesco se apoderou de sua debilitada razão e com a agilidade comum aos loucos, surpreendeu-a, desferindo, logo em seguida, um golpe único na cabeça da moça, utilizando-se de uma barra de ferro que encontrara nas proximidades do local.
Cecília não teve chance de defesa, reconheceu, no entanto, João, único amor de sua vida, com quem sonhava pelas noites e devaneava pelos dias, razão pela inútil visita à capital e a triste volta para casa sem encontrar quem amava, caminhando pelas desertas e frias ruas daquela noite de Terça-Feira...
João abraçou-a dando-lhe o último ósculo, o mais doído de sua existência, balbuciando ao pé do ouvido da ainda inconsciente jovem ,enquanto cerrava pela última vez aqueles olhos, estes versos:
                            Bem aventurados sejam estes pseudo profetas
                            e suas falsas profecias
                            doces profecias...


Morria a ingrata, a insolente, a amada Cecília...


                                Por: Blenno Gustavo
                       

sábado, 28 de maio de 2011

Palavras

fotos rasgadas,  dinheiro esvaído.Internet compartilhada , presunto perdido.Ai meu Deus , será que foram os maus espíritos?
Eu vou fazer uma prece , um novo pedido, para Kardec ,ou mesmo o nosso Chico, para o  meu presunto aparecer ,minha internet descompartilhar,2012 está ai , este mundo vai mesmo findar?
Eu hei de saber, se acaso indagar,2012 está ai , quem mais há de profetizar?
Mamãe me dissera outrora:-Filho , religião é coisa séria e com esta não se deve brincar.
-Mas mamãe, com religião eu não brinco não,  já as palavras , estas são minha tentação e quando percebo , as danadas se foram do meu coração. Mamãe me ajude, o que hei de fazer, para  não dizê-las em vão?
Meu filho, não caias em tentação!Veja nosso pobre amigo, o  Rubião , que apaixonado por Sofia , entrou na contramão e com meia dúzia de palavras entregou seu coração...Pobre diabo,  não tens mais a luz da razão!
Sim  mamãe eu sei, mas em verdade este se tornara napoleão e sua amada imperatriz ...
Meu filho isto era apenas ocasião.De quando em quando, o gira, atordoado por seus delírios, recordava enormes feitos, mas sempre fora o rubião,de barbacena, jaz rico de capital, mas humilde de coração...
Sim sim , eu sei mamãe, mas suas palavras , eloqüentes  quanto as são , me confundiram e jaz não sei se era ou não napoleão.
-Malditas palavras!
-Mamãe , não culpe as palavras , que em sua tenra formosura confundem os mais sábios se não  os tolos como eu...E digo lhe mais, amanhã ei de perguntar Chico por lembranças de Machado e por que não , de nosso amigo rubião?...
-Pobre diabo, não tens mais a luz da razão!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

vida

Vida 
há quem a diga:
para ser vivida 
ou para ser sofrida?

domingo, 22 de maio de 2011

Your eyes

Azuis não os são.
Verdes , tampouco.
Enegrecidos são os olhos deste olhar,
Cândido,
que incita-me devaneios, ilusões.
Divaga, por um breve instante, minhas mazelas,
atordoa até mesmo o mais simplório de meus pensamentos

Este olhar ,pueril , é traiçoeiro,
e, quando junto á um sorriso,
fatal.
Avassala este pobre coitado,
arrebata o que de melhor há
neste infeliz  e,
como se não bastasse,
confunde-o com seus sinais.

Bem aventurados sejam estes pseudo profetas
e suas falsas profecias.
Doces profecias...

domingo, 15 de maio de 2011

O que são
sentimentos estes que em mim afloram?
Quem são
estas pessoas que me sorriem
Diga me , de onde vens
mostre-me sua solução

terça-feira, 10 de maio de 2011

caras e sorrisos

Caras e sorrisos,
somos nós,
quando á beira do abismo?


do mais abastado
ao pobre mendigo,
quem realmente somos,
Caras e sorrisos?

Gélido invólucro,
 de olhos cerrados,
duvidosa existência.
Quem realmente somos,
quando do último suspiro?


escárnio dos deuses
aquém do bem e do mal
dons mortais,
ambições divinas

                

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Meu amor , minha flor , minha menina.

"Meu amor minha flor minha menina
Solidão não cura com aspirina
Tanto que eu queria o teu amor
Vem me trazer calor, fervor, fervura
Me vestir do terno da ternura
Sexo também é bom negócio
O melhor da vida é isso e ócio
Isso e ócio..."
                                Zeca Baleiro

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sofia

"... Com uma diferença, continuou  Rubião.As estrelas são ainda menos lindas que os seus olhos, e afinal nem sei  mesmo o que elas sejam; Deus, que as pôs tão alto, é porque não poderão ser vistas de perto, sem perder muito da formosura... Mas os seus olhos , não: estão aqui,ao pé de mim , grandes , luminosos, mais luminosos que o céu....
                                          Quincas Borba, Machado de assis, p.45

sábado, 30 de abril de 2011

Conversa íntima

Caro leitor amigo, que ai se encontra em fronte a estas palavras e redije-as de forma um tanto curiosa, agradeço  por ter aceitado meu singelo convite.Primeiramente, peço-lhe , de forma encarecida, que não se preocupe com o caráter de nosso diálogo,pois,como mesmo sabes,será o mais natural e simplório possível.
Á priori,  pedir-lhe-ei  que evite qualquer acanhamento ou medo de palavras, afinal , conhecemo-nos bem o suficiente para evitar tais formalidades.
Peço-lhe, também, que não escondas anseios e mazelas, já que são estes  a razão pela qual dialogaremos hoje

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desabafo

Indignamo-nos com a política
com o trânsito caótico
desacreditados,
acomodados.


Espectadores de um panem circense diário
Vítimas de palavras , promessas.
Comparados , medidos .

Estamos cansados!


As mansões em bairros nobres,
os carros importados
sonhos de muitos , realidade de poucos,
mera utopia.

O que temos são ônibus lotados
bairros mal planejados
 E os  ideais
oh, meu Deus,
foram marginalizados.

Minha rima é minha sina
meus versos sem nexo
mas  meu desabafo,confesso:
é sincero..

                       Por :Blenno Gustavo

domingo, 24 de abril de 2011

L.I.F.E.

Um dia  você percebe que era mesmo diferente e aquele  não era o seu lugar.Que a vida é incerta e o que ela nos reserva demasiado estranho.Amadurece o suficiente para ter ideais próprios e passa a se estranhar no meio de quem antes você conhecia.Um mar de perguntas circunda seu pequeno barco pensante. O temido mar  mostra sua fúria e você,  fragilidade.Uma busca por direções o atormenta, a tempestade se aproxima e a escuridão o apavora.Sua ingenuidade o faz buscar conforto na  tripulação que o cerca.A tripulação se esforça para ajuda-lo.Conselhos simplórios e meia dúzia de palavras o fazem perceber que são eles que precisam de sua ajuda.No entanto você é o Capitão e somente você pode decidir o rumo daquele barco.Espera paciente , escolhe uma direção com sabedoria e se empenha em seguí-la, enfrentando os desafios que o  mar lhe reserva. A tempestade e a escuridão vão-se. À vista, terra firme. seu barco antes envolto por confusão e desespero é agora iluminado por um belo dia.O Porto seguro é alcançado,  o alívio se estabelece e a  vida continua.

                                                                     Por: Blenno Gustavo

sábado, 16 de abril de 2011

Querido diário ...

Escrevo-lhe no intuito de reportar o que de melhor e pior me acontecera nessa segunda-feira, cuja  tranqüilidade há muito não experimentava.Peço-lhe perdão  pelo jeito esdrúxulo de minhas palavras, pois  não as costumo usar com em demasia.

domingo, 3 de abril de 2011

Values

"...Após milhares de anos vivendo de forma civilizada, ainda nos comportamos de forma animalesca: matamos por prazer, agimos sem pensar.A vida moderna tem trazido inúmeros progressos e benefícios à humanidade, mas as consequências  de tal contemporaneidade não justificam, de forma alguma,  a crueldade para com  a vida alheia. É preciso repensar os valores de nosso tempo, a fim de nos  tornarmos mais humanos e menos banais."
                                           Por: Blenno Gustavo

Challenges

Dream,dare, face it:
You´ve got nothing to lose!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ser/estar

        
                                           Não sou o que já fui.
                                           Tampouco serei o que  sou.
                                           Por que ser , então?
                                         
                                          Ser não é certo,
                                          Pois apenas estamos:
                                          Um dia aqui outro acolá   
                                          sem saber onde isso vai dar.  
                                 
                                          Seja na serenidade da noite 
                                          ou no iluminado  dia
                                          Estou sempre no ying e yang.
                                          Entre o céu e o inferno, 
                                          estabelecendo equilíbrio,
                                          tentando me encontrar.
                                      
                                          E eu me pergunto , eu me indago:
                                          Devo ser ou estar ?

                                                                 Por:Blenno Gustavo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O estranho mundo dos humanos

    "Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por  si na cama transformado num gigantesco inseto."
                                                                            (A metamorfose, Fraz Kafka)
         
         A princípio não quis acreditar , pensou ainda estar em um de seus perturbados sonhos, havia tido os com demasiada frequência naqueles tempos.Estava assustado.Levantou-se , foi até o espelho ,e , para a sua surpresa,  continuava a ter a mesma bizarra forma humana de sempre .
        Gregor morava sozinho. Era o tipo que vivia para o trabalho. Tinha sido assim por vinte anos.Conhecia todos na empresa , do mais velho ao aprendiz.Era conhecido por todos , coitado , sentia se admirado , considerava-se popular ,era um bom homem , ou , pelo menos, sabia usar bem o seu disfarce.
         A manhã estava fria  , o sol teimava em não aparecer , o Inseto sai de sua moradia, olha atento aos lados, não avistando nenhum predador, entra no carro e parte rumo ao seu ofício.
         Ao entrar se depara com a recepcionista , mas desta vez estava diferente, não era a mesma moça com aquele sorriso lindo que o cumprimentava .Era um ser de sorriso amarelo, olhos enormes que o fitavam de forma tão profunda que parecia estar sendo devorado.Os olhos cresciam cada vez mais e Gregor parecia perder o resto de sua vitalidade , já desgastada  por aqueles longos vinte anos.   
        Continuou sua trajetória , cumprimentando seres estranhos, os quais nunca havia visto antes. Até o fim de sua jornada aquele inseto tinha visto mais algumas dezenas de sorrisos amarelos e muito mais dezenas de olhos inchados . Se aquele artrópode ousasse ver o que aqueles seres pensavam, enlouqueceria.   
         Ao voltar para casa disfarçado de humano , pensou no dia estranho que tivera...
         Mais tarde, ao deitar-se , esperou ser derrubado pelo cansaço, para mais um pesadelo começar.Porém , desta vez, o suposto pesadelo era um bonito lugar , com insetos como ele. Insetos com forma humana, com alma. Sem sorrisos amarelos , sem olhos inchados.
         Um inseto veio até ele.Os dois conversaram...
         Ao acordar era só  isso que se lembrava.
          Partiu para mais um estranho dia.E a cada novo dia uma angústia crescia em seu peito.Gregor só pensava em seus sonhos, tinha vontade de morar neles. Eram tão reais!
          Não vivia mais a realidade, apenas os sonhos.Uma noite adormeceu , viu o bonito lugar outra vez , os mesmos seres.Eles vieram até ele.Gregor não mais acordou... 


Mas fica a pergunta :


Seria um inseto vivendo no meio de humanos?
Ou seria um humano vivendo no meio de insetos?

                                                                                                                                                     Por:Blenno Gustavo.
         
         

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Madness

Aos Sóbrios, ocupados demais com suas vidas monótonas ,ganhando seu dinheiro , seu status quo e todas as outras coisas que a vida nos reserva, minha indignação.

Aos Sóbrios , que fantasiam a realidade , fazem planos e planos , mas que padecem à realizá-los por pura hesitação ou mera obra do acaso: meus cumprimentos, ousaram sonhar.

Aos Sóbrios, que se encantam com algo, sonham , objetivam , fazem planos e tem a sorte de realizá-los: são loucos , cuja loucura é restrita e as vezes benéfica, porém incomum.

Infelizmente o comum é tão comum e o incomum ,raro . O comum é popular , rodeado de amigos , infiltrado , louvado por tolos. Já o incomum é um pobre coitado ,seguido por poucos -tolos , ou nem tanto- e se esconde nas entranhas de nossa sociedade , de forma camuflada, pouco infiltrado.
A loucura e a sobriedade são , de certa forma, semelhantes ao comum e ao incomum e , caso difiram, o fazem em qualidade e talvez no gênero, mas, nunca, em quantidade.

 Por: Blenno  Gustavo.